segunda-feira, dezembro 04, 2006

Em Memória de Sá Carneiro e Amaro da Costa

1. Em 1980 Sá Carneiro, Amaro da Costa, suas respectivas mulheres, António Patrício Gouveia e dois pilotos, morriam na sequência da explosão do avião em que seguiam para o Porto. Recordo-me da noite em que tal sucedeu e recordo-me da longa conversa telefónica, provocada quase de imediato, que mantive com o Luís Bigotte Chorão. Eu era ao tempo um dos responsáveis pelo Gabinete de Juventude, na candidatura do General Soares Carneiro e tal como eu, muitos outros jovens acreditavam com total entusiasmo e espírito de entrega no projecto que aqueles homens tinham para Portugal. Nessa noite, mais do que a trágica e brutal perda de grandes líderes nacionais, desapareceu uma certa forma de fazer política, de estar na política, de sentir a política. Sá Carneiro e Amaro da Costa provocaram em muitos jovens de então o gosto pelo risco, pela iniciativa, pelo desafio, pela militância. Quando hoje vejo muitos jovens mais velhos do que a sua própria idade, sem nenhuma ideia ou projecto para a Nação a que pertencem sinto que o País envelheceu para lá do normal. E isso não é positivo. Em memória de Sá Carneiro e de Amaro da Costa saibamos reagir, resistir, acreditar e ter fé na nossa Pátria.
Continue a ler, por Manuel Monteiro, no Democracia Liberal

2 Comments:

At 5:40 da tarde, Anonymous António Veríssimo said...

Não sou, nunca fui de qualquer uma das ideologias que Sá Carneiro e Amaro da Costa representavam. Mas isso não me impede agora, como nunca me impediu, de clamar por justiça. Este assassínio não pode ficar impune. Se isso acontecer, então a Democracia fica a perder, o País não faz a justiça que deve ser feita.

 
At 10:13 da tarde, Blogger migas (miguel araújo) said...

Viva Susana
Tenho que dar toda a razão ao Manuel Monteiro.
Na altura, para mim e penso que para Manuel Monteiro, Adelino Amaro da Costa, foi uma perda que ainda hoje não conseguimos esquecer e substituir.
E é verdade que, daquela geração jovem, muitos sentiram o "dever" de militância muito activa.
E é verdade que essa geração envelheceu, sem deixar "descendência".
Com um senão, em relação ao texto. A responsabilidade não será só dos jovens que atrás de nós vieram.
Soubemos ser exemplo?!
Não sei...
Cumprimentos

 

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