Sábado, Maio 17, 2008

Novos-ricos, novos-pobres

Antes tínhamos novos-ricos, agora temos novos-pobres. E é tão grave a inversão material, quanto a inversão de princípios e valores que se implantou na nossa sociedade. Se antes havia a ideia de que se era rico porque se preservavam e valorizavam os patrimónios, e porque pela via do trabalho, da criatividade do investimento traduzida na «arte e engenho» e do mérito alcançado, hoje, espera-se sentado pela sorte para se ser rico, talvez por um euro-milhões, ou talvez por conseguir um simples telefonema, que acerte uma estúpida pergunta, de um desses programas cor de rosa que os «média» tanto gostam de apresentar, ficando-se rico num minuto!
Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
Durante anos de esbanjamento de subsídios provenientes da União Europeia (UE), destinados à modernização, ao rejuvenescimento, e ao incremento da economia portuguesa, assistimos à rápida ascensão dos «novos-ricos», tanto de particulares como do estado, que receberam incentivos que canalizaram para investimentos pessoais, ao invés de reformularem a qualidade das suas empresas industriais, dos seus comércios, ou das suas explorações agrícolas, ou pior ainda, desviados do investimento público a que se destinavam. Como fruto de uma acumulação de anos de má gestão, de um país sem escrúpulos, sem valores, e sem rumo, quer ao nível de quem governa, quer ao nível de quem se deixa governar, assistimos neste momento em Portugal à ascensão dos «novos-pobres».

Antes tínhamos novos-ricos, agora temos novos-pobres. E é tão grave a inversão material, quanto a inversão de princípios e valores que se implantou na nossa sociedade. Se antes havia a ideia de que se era rico porque se preservavam e valorizavam os patrimónios, e porque pela via do trabalho, da criatividade do investimento traduzida na «arte e engenho» e do mérito alcançado, hoje, espera-se sentado pela sorte para se ser rico, talvez por um euro-milhões, ou talvez por conseguir um simples telefonema, que acerte uma estúpida pergunta, de um desses programas cor de rosa que os «média» tanto gostam de apresentar, ficando-se rico num minuto!

Transformámo-nos numa sociedade de «pobres culpados», onde já nem se apontam as faltas de oportunidades ou de exclusão social, como causas justas de luta contra a pobreza. Aceitam-se histórias de políticos corruptos ou de dirigentes oportunistas do sistema, de forma passiva e recorrente, como se de um novo episódio de telenovela se tratasse. Aceitam-se as falências das empresas ou das famílias, de forma entediada e adormecida, sem reparar que estamos a ser «enredados» por um sistema socioeconómico injusto, aliado a políticas públicas alimentadas por um ciclo vicioso de visões cada vez mais distorcidas da realidade.

Os «novos-ricos» são hoje os oportunistas deste sistema decadente e permeável à intromissão dos valores do facilitismo, e dos «abutres» que sobrevivem à custa deste apodrecimento social. Os «novos-pobres» são hoje provenientes das classes médias que até há bem pouco tempo possuíam vidas «estruturadas e estabilizadas», mas que se deixaram «afunilar», por um lado, pelas dificuldades do aumento generalizado do custo de vida, e por outro lado, pelo próprio assédio a soluções fáceis e sem futuro que o sistema lhes proporcionou, como o recurso ao «crédito num minuto» a taxas brutais e insuportáveis.

E toda esta situação se vai agravando em cada dia, sob cortinas tanto mais sofisticadas quanto mais gastas, até ao dia em que «o pano cai». Já não há como manter escondida a realidade, a crise está verdadeiramente instalada, e pior que tudo, a crise existe em Portugal, na Europa e no Mundo. O petróleo continua a aumentar, os cereais continuam a escassear e o desemprego só não aumenta todos os dias, porque os nossos desempregados emigram. O nosso país, que está sempre na cauda da cauda desta Europa, defendida pelos interesses dos mais ricos, e assim sendo fará sempre parte dos elos mais frágeis, e é a esta «sociedade» que temos de agradar, indo ao encontro dos valores que ela cultiva. Enquanto nós deixarmos, e enquanto ela conseguir ser poder!
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Quinta-feira, Maio 15, 2008

Perseverança

«Todas as graças da mente e do coração se escapam quando o propósito não é firme.»
William Shakespeare
Inglaterra[1564-1616]
Dramaturgo/Poeta/Actor/Compositor

Segunda-feira, Maio 12, 2008

12 de Maio - Feriado Municipal em Aveiro

Dia da Princesa Santa Joana
Princesa de Portugal, filha do rei D. Afonso V e da rainha, sua mulher, D. Isabel.
Nasceu em Lisboa a 6 de Fevereiro de 1452; faleceu no Convento de Aveiro a 12 de Maio de 1490.

Quinta-feira, Maio 08, 2008

O défice da democracia portuguesa

Curioso ainda, é que mediante tão penalizador e vergonhoso estudo para Portugal, tão poucos comentadores políticos tenham pegado até à data neste assunto. Também não será difícil para o mais comum dos cidadãos, questionar porquê. – Será porque eles próprios se envergonham deste estudo? – Será porque a eles próprios lhes interessa não realçar ainda mais esta matéria? – Ou será apenas porque hoje em dia em Portugal, só temos comentadores políticos do próprio sistema a quem é permitido dar voz?
Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
Um artigo publicado esta semana no Diário de Notícias, e também anunciado na RTP1 e na SIC sobre as conclusões da Demos, uma organização não governamental (ONG) britânica, que tem por principal objectivo "pôr a ideia democrática em prática" através, por exemplo, de estudos, coloca Portugal numa péssima posição face à qualidade da democracia portuguesa em relação aos vinte e cinco países da União Europeia (UE), analisados no estudo em questão.

Assim, é-nos dado a conhecer que a Demos divulgou no final do passado mês de Janeiro, um “top” de avaliação da qualidade democrática em 25 países da UE, denominado «Everyday Democracy Index» (EDI), cuja tradução possível adoptada, será «Index da Democracia Quotidiana», e que se tratou de uma avaliação minuciosa, envolvendo mais itens do que o normal em estudos deste género, não se ficando apenas pelos aspectos formais da democracia (como são as análises às eleições regulares), mas indo muito mais longe, avaliando até mesmo o empenho popular na solução democrática dos seus problemas e, por exemplo, a qualidade da democracia dentro das relações familiares.

Lamentavelmente, todavia já não seja surpreendente, o referido estudo através do seu EDI, constata que Portugal está em 21º lugar no que concerne à qualidade da sua democracia, ficando apenas à frente da Lituânia, da Polónia, da Roménia e da Bulgária.

Outros países que até há bem pouco tempo faziam parte do rígido «império soviético», e que só recentemente passaram a fazer parte da UE, encontram-se melhores classificados que Portugal segundo este “top”, empurrando para o fim das tabelas a democracia portuguesa, que acabou de completar 34 anos no passado dia 25 de Abril, e que só mesmo fechada dentro da Assembleia da República poderia merecer os rasgados elogios dos políticos de sempre, alheados da realidade «cá de fora», e fazendo de conta que os «cravos vermelhos» são suficientes para hastear bandeiras de democraticidade.

Trinta e quatro anos volvidos, percebe-se que mais difícil que fazer uma revolução, é colocar em prática os ideais dessa mesma revolução. E não seria necessário este estudo da Demos, para nós afirmarmos tantas vezes como é sabido, que esta democracia está doente, corrupta e decadente, e para insistentemente andarmos a fazer artigos e acções de alerta, e tantas, tantas vezes a bater na «mesma tecla» …

A vida cívica ou a democracia laboral, são variáveis onde ocupam lugares cimeiros países ao nível da Suécia ou da Dinamarca, ao invés de Portugal, e não será por acaso, que no que diz respeito à análise deste estudo aos «serviços públicos» especificamente, o nosso país seja mesmo acantonado para um 23º lugar, ainda pior que a média do 21º alcançada no seu todo, onde mais uma vez a Dinamarca lidera o “top”.

Curioso ainda, é que mediante tão penalizador e vergonhoso estudo para Portugal, tão poucos comentadores políticos tenham pegado até à data neste assunto. Também não será difícil para o mais comum dos cidadãos, questionar porquê. – Será porque eles próprios se envergonham deste estudo? – Será porque a eles próprios lhes interessa não realçar ainda mais esta matéria? – Ou será apenas porque hoje em dia em Portugal, só temos comentadores políticos do próprio sistema a quem é permitido dar voz?

É que de «democracia» neste país temos cada vez menos, e os resultados estão aí à vista desarmada, e de resto, não será por acaso que falamos de falta de liberdade… é que agora é a «ditadura» que está a «passar por aí» … só não quer ver quem é protegido do sistema, e infelizmente depois de maiorias absolutas são tantos. Mas se realmente queremos a qualidade da democracia que merecemos, a mudança está nas nossas mãos!

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Segunda-feira, Maio 05, 2008

Mãe ainda e sempre...

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Sexta-feira, Maio 02, 2008

Temos jovens idosos?

Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
Temos conversado com jovens de todo o país, durante a recolha de assinaturas para o Partido da Liberdade (PL). Não nos surpreenderam pois, as declarações do Presidente da República, durante o seu discurso do passado dia 25 de Abril, relativamente ao alheamento dos jovens portugueses da política, e face ao desinteresse e descrédito que os mesmos demonstram pelos políticos.

Frequentemente encontramos jovens com idades compreendidas entre os 18 e os 25 anos, dispostos a assinarem para a constituição do PL, mas que o não podem fazer porque não se encontram recenseados. E encontramos ainda outros jovens que dizendo que sim, que se encontram recenseados mas que não têm o cartão de eleitor no momento, e que mais tarde verificamos na validação das assinaturas com o Bilhete de Identidade, sendo também obrigatório o nº de eleitor para o efeito no requerimento, que o que afirmaram não corresponde à verdade e que realmente ainda não se encontram inscritos, por não constarem dos registos de recenseamento do Ministério da Administração Interna.

São situações embaraçosas e que nos entristece constatar, mas que infelizmente são reais em Portugal, e que para admiração de qualquer cidadão civilizado, acontecem numa democracia com trinta e quatro anos cumpridos!

Mas ainda mais incomodativo que o desinteresse pela política que verificamos nos jovens, é o descrédito que nutrem pela sociedade em geral e acima de tudo a falta de esperança que sentimos nas suas palavras e nos seus olhares. É constrangedor perceber a falta de motivação e de objectivos que se instalam em muitos jovens, alguns de formação superior, e que por vezes num desabafo acomodado ou revoltado, nos confrontam com a questão – que futuro nos espera?

Com perplexidade mais nos parecem «jovens idosos», e incrivelmente existem por vezes idosos mais jovens, que os próprios jovens. É claro que falamos de jovialidade da alma, do espírito empreendedor, das mentalidades inovadoras, da coragem, da força e da vontade e alegria de viver, que numa ordem natural das coisas, seria mais fácil encontrar num jovem de 25 anos a iniciar a vida profissional activa, do que num reformado de 75 anos, que ainda assim vemos a lutar por uma vida melhor.

Devemos pois interrogarmo-nos sobre o tipo de sociedade que estamos a ajudar a construir, e se o fizermos, facilmente entendemos que muitos valores se têm invertido e que muito terá de ser feito para alterar o que vai mal. Começando pelos próprios jovens que são o garante do futuro de todos nós, temos de assumir que eles «são o que são» muitas das vezes denominados de «geração rasca» por culpa de todos nós, os mais velhos que os ajudamos a educar, e por culpa do sistema que tornámos permeável a toda esta situação.

Tal como me dizia um velho amigo há uns dias, se quisermos deixar de «viver à rasca», temos de arregaçar as mangas e lutar em primeiro lugar, para educar os jovens mesmo nas dificuldades, em vez de passar o resto da vida a lamentar, que ainda com algumas facilidades, não passam de «geração rasca». Se entendermos que a vida são dois dias, amanhã será tarde, e a preciosa juventude dos dias de hoje será idosa.

(publicado na edição de ontem do Diário de Aveiro)

Segunda-feira, Abril 28, 2008

Novos partidos: Movimentos cívicos querem "renovar o panorama político português"

Com a devida a vénia à Lusa NOTÍCIAS.rtp.pt Visão Diário Digital

Lisboa, 28 de Abril (Lusa) - Vários movimentos cívicos e partidos políticos em formação querem renovar o panorama político nacional "gasto e decadente", "debater novas ideias" e acabar com "os políticos profissionais", apontando críticas "aos enormes entraves que existem à formação de novos partidos".
O Partido da Liberdade (PL), o Movimento Mérito e Sociedade (MMS), o Movimento Esperança Portugal (MEP), o Movimento Liberal Social (MLS) e o Partido Respublica e Cidadania (PRC) são, actualmente, cinco dos principais movimentos cívicos de natureza política em Portugal.
O Movimento Mérito e Sociedade (MMS) já terminou, inclusivamente, o processo de recolha de assinaturas e constitui-se formalmente como partido na terça-feira.
"Vamos entregar todo o processo para a formalização do MMS como partido político, terça-feira, dia 29 de Abril, às 14:30, no Tribunal Constitucional", afirmou Eduardo Correia, fundador do MMS, num encontro do movimento ocorrido a semana passada, no Porto.
"Decidi iniciar o movimento por ter percebido que à minha volta não existia um único partido político respeitável", declarou Eduardo Correia à Lusa.
O fundador do MMS disse ainda que "os partidos políticos não debatem ideias" e que "o poder em Portugal tem sido usado para defender interesses que começam agora a ser revelados, basta ver televisão ou ler os jornais".
"Há matérias essenciais que têm sido abandonadas, como a questão do ambiente e das energias renováveis", afirmou.
"O modelo governativo tem de ser revisto e o recrutamento opaco tanto na administração pública como na nomeação dos deputados tem de acabar. Queremos transmitir valores como o rigor, a transparência, o mérito e a responsabilidade", acrescentou Eduardo Correia.
O fundador do movimento concluiu, dizendo que "existe espaço político para fazer coisas bem feitas" e que "o espaço do rigor está completamente desocupado e nós vimos ocupar esse lugar".
Dos outros quatro movimentos, apenas o MLS não tem como objectivo imediato tornar-se partido político.
"A longo prazo temos o objectivo de nos tornarmos partido, mas antes queremos cimentar-nos como movimento e queremos criar uma base estruturada", revelou à Lusa o Presidente do MLS, Miguel Duarte.
O Movimento Liberal Social (MLS), fundado em 2005, "tem como objectivo divulgar o Liberalismo Social em Portugal e agrega indivíduos que acreditam que a velha dicotomia Esquerda/Direita já faz pouco sentido", segundo o portal 'online' do movimento.
"Ideologicamente, o movimento está muito próximo dos Liberais Democratas Europeus, a terceira maior força política no Parlamento Europeu", lê-se na página de apresentação do 'site'.
Em declarações à Lusa, Miguel Duarte disse acreditar que "existe espaço para o liberalismo, visto este não estar representado por nenhum partido em Portugal", considerando no entanto que "é complicado formar novos partidos políticos" e que " os partidos pequenos não possuem bagagem financeira suficiente".
Os outros três movimentos, PL, MEP e PRC que têm, desde o seu início, o objectivo de se tornarem partidos políticos, já estão numa fase adiantada na recolha das 7500 assinaturas necessárias.
Susana Barbosa, líder do Partido da Liberdade (PL), disse à Lusa que conta já "com mais de um terço das assinaturas necessárias" e que "o Partido da Liberdade será um partido para conquistar a verdadeira direita portuguesa, que actualmente não se enquadra em nenhum partido".
"Defendemos os valores da família, da liberdade de expressão e do mérito do trabalho. Hoje em dia não existe liberdade, existe libertinagem", acrescentou.
A líder do PL considerou ainda que "é emergente a renovação política", face a um "panorama político que está gasto, decadente e corrupto".
"Queremos um partido de trabalho, com novas caras e sem 'políticos profissionais'", afirmou.
Susana Barbosa considerou também que "é difícil combater os vícios do sistema" e que "as 7500 assinaturas necessárias são um entrave e blindam a criação de novos partidos".
Rui Marques, líder do Movimento Esperança Portugal, que conta já "com cerca de 2500 assinaturas", acredita neste projecto "para vencer a crise".
"Somos um movimento humanista, com pessoas sem participação partidária, que acredita na política da esperança e que valoriza o esforço e o trabalho", disse o líder do MEP.
"Rejeito visões elitistas, vejo a política como algo que diz respeito a todos e como um meio essencial para lutar por um futuro comum", vincou.
Rui Marques assinalou também que o MEP se destaca por ser "sempre pela positiva, pelo construir, pelo negociar e pelo trabalhar em vitórias comuns".
O líder do movimento rejeitou ainda a ideia de falta de espaço a nível político: "Há espaço, temos entre 35% e 40% de portugueses que habitualmente não votam e outros 20% que flutuam o seu voto, ou seja, metade do eleitorado está disponível".
"O sistema torna a criação de novos partidos quase impossível, isso é um obstáculo muito sério. No entanto é um desafio que queremos cumprir", concluiu Rui Marques.
Manuela Magno, do Partido Respublica e Cidadania (PRC), que foi anunciado este fim-de-semana e que resulta da transformação do Movimento Afirmação da Cidadania (MAC), acredita que como partido terão uma participação mais efectiva do que como movimento.
"Já temos cerca de 2800 assinaturas das 7500 necessárias. Acreditamos que é importante a descentralização do poder, prova disso é a nossa sede de partido em Matosinhos e o facto de contarmos com várias pessoas do norte do país", afirmou Manuela Magno.
"O nosso grande objectivo é o cumprimento da Constituição e a participação política activa dos cidadãos, pois existe actualmente uma grande descrença na política", acrescentou.
Manuela Magno disse ainda estar "muito contente com os milhares de respostas recebidos" e ter como meta "a eleição de um deputado já nas próximas legislativas".
AZF.
Lusa/Fim.

Quarta-feira, Abril 23, 2008

País produtivo versus país subsidiado

Milhares de portugueses emigram hoje, à procura de rendimentos que façam face às dívidas que já não conseguem suportar, enquanto que os grandes grupos económicos portugueses se instalam com sedes em Madrid para poderem usufruir de impostos mais baixos e de frotas automóveis mais baratas, e contribuindo assim para a ascensão da capital espanhola a capital económica e financeira da Península Ibérica.
Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
O país subsidiado está a matar o país produtivo. O país produtivo está em coma. Enquanto isso o país político está, e estará por algumas semanas entretido, com a crise interna do PSD. Mais uma crise… para descanso a termo incerto do governo de José Sócrates, e desgraçadamente para a continuidade da falta de oposição credível, e de soluções reais para os problemas concretos dos portugueses.

Enquanto se continuam a atribuir reformas antecipadas e a pagar reformas milionárias, assim como a sustentar milhares de subsídios de desemprego e a sustentar centenas de salários a peso de ouro, aos gestores da «coisa pública» em Portugal, o «país produtivo» vai asfixiando em cada dia e os cobradores de impostos são hoje considerados «os heróis nacionais», a bem do aumento das receitas do Estado.

«Vende-se», «Trespassa-se», «Aluga-se», são rótulos que se tornaram banais nas vitrinas e nas janelas dos prédios e dos armazéns, que de norte a sul decoram as vilas e cidades do país. Falências e penhoras de bens das empresas e das famílias, ocupam hoje páginas inteiras dos jornais diários, e ainda assim, continuamos a assistir ao folclore político de que «o défice baixou».

Importa questionar, mas que nos interessa que o défice do Estado baixe, se para tal tenhamos de ver o país morrer? É que ao contrário do que seria desejável, o «défice» não baixa à custa da redução das despesas do próprio Estado, mas sim graças às receitas dos impostos que estrangulam as pequenas e médias empresas industriais, os pequenos e médios comerciantes, os pequenos e médios agricultores, e por fim as famílias de classe média/baixa.

E perante este cenário, não se compreende que os portugueses continuem a abandonar o seu país silenciosamente, quase que envergonhados. Milhares de portugueses emigram hoje, à procura de rendimentos que façam face às dívidas que já não conseguem suportar, enquanto que os grandes grupos económicos portugueses se instalam com sedes em Madrid para poderem usufruir de impostos mais baixos e de frotas automóveis mais baratas, e contribuindo assim para a ascensão da capital espanhola a capital económica e financeira da Península Ibérica.

Portugal continuará em estado crítico, enquanto quem nos governa não acreditar que a sustentabilidade do país assenta nas classes médias, que obviamente terão de pagar os seus impostos, mas que não devem ser exploradas como se de «galinhas de ouro» se tratassem, porque até mesmo essas têm um fim.

Não é possível continuar a exigir os sacrifícios aos «crónicos» habituais. Se o governo continuar a «espremer» e a exigir sacrifícios apenas ao país produtivo, a fonte de receitas secará, e a essa altura nem o país subsidiado resistirá. Será bom inverter o sentido de marcha, enquanto há país e portugueses em Portugal!

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Sábado, Abril 19, 2008

Partido da Liberdade diz ter garantido um terço das assinaturas necessárias à formalização

Com a devida vénia à Rádio Terra Nova
O Partido da Liberdade (PL), cuja "raíz" está sediada em Aveiro, adianta que já conseguiu um terço das assinaturas necessárias à sua inscrição no Tribunal Constitucional, cumprindo assim com os objectivos de reunir este ano as 7500 assinaturas e de realizar o seu Congresso Fundador.

Apesar das críticas à mudança da Lei Geral dos Partidos, Susana Barbosa, 1ª Signatária do Partido da Liberdade, adianta que o processo tem sido positivo. Diz que os "portugueses estão desacreditados dos políticos e das políticas, e sobretudo cansados dos profissionais da política.

Sexta-feira, Abril 18, 2008

Haja Respeito!

É bom que se faça uma análise profunda à forma generalizada como vem sendo instituída «a falta de educação» em Portugal, e encará-la como um problema nacional em que todas as partes envolvidas poderão ter «culpas» e não como algo que só a alguns diz respeito. O défice de educação que hoje se verifica é transversal a toda a sociedade, e resulta da opção de um caminho percorrido, assente numa democracia construída na base da «libertinagem» mascarada de falsos valores de liberdade.

Com a devida vénia ao Diário de Aveiro

Que exemplos de ética e de bons princípios se podem exigir às novas gerações, se assistimos todos os dias a episódios nacionais relatados publicamente, de actos e de palavras incontinentes, na maior parte dos casos provenientes de figuras públicas com responsabilidades nacionais, como é caso dos políticos que governam este país? E que autoridade têm esses mesmos políticos, para afirmarem que neste país os pais não educam os filhos «como deve ser», ou que «os jovens de hoje são malcriados e não têm educação»?

Não será demais pedir «boas maneiras» aos jovens, quando o «exemplo» de boa educação que lhes oferecemos é a crescente degradação de princípios, assente nas mais variadas faltas de respeito constatadas nos comportamentos dos cidadãos em sociedade?

Exemplo disso mesmo, foi esta semana palco na nossa Ilha da Madeira, quando Alberto João Jardim afirmou «Eu acho bem não haver uma sessão solene, acho que era dar uma péssima imagem da Madeira mostrar o bando de loucos que está dentro da Assembleia Legislativa», e ainda referindo-se a deputados da oposição como «”o fascista do PND”, “o padre Edgar (do PCP)” e “aqueles tipos do PS”».

E como se tal não bastasse, pudemos ainda constatar as afirmações do tal deputado do PND, que confirmando à agência Lusa que não aceitaria o desafio lançado pelo Bloco de Esquerda para faltar ao jantar, declarou publicamente «Vou gozar o prato até o fim. Faltar? Nem pensar! Estou cheio de fome».

Estamos realmente perante o grau zero da política. A falta de respeito ultrapassa o bom senso. Se por um lado não podemos admitir que o facto de ser um homem com «obra feita», não dá o direito a Alberto João Jardim de desrespeitar quem quer que seja, também não podemos concordar que outros «que nada construíram» passem pela vida política apenas para se exibirem, divertindo-se a denegrir a imagem de Jardim de forma grosseira, e no entanto, sem nunca terem nada de construtivo para apresentar como alternativas ou soluções.

É esta a imagem de Portugal que queremos passar aos nossos filhos? Como podemos exigir dos jovens respeito pelos políticos, se eles constatam que os políticos nem respeito têm pelo país?

É bom que se faça uma análise profunda à forma generalizada como vem sendo instituída «a falta de educação» em Portugal, e encará-la como um problema nacional em que todas as partes envolvidas poderão ter «culpas» e não como algo que só a alguns diz respeito. O défice de educação que hoje se verifica é transversal a toda a sociedade, e resulta da opção de um caminho percorrido, assente numa democracia construída na base da «libertinagem» mascarada de falsos valores de liberdade.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Terça-feira, Abril 15, 2008

Grau Zero da Política

«Jardim referiu-se ainda aos deputados da oposição como "o fascista do PND, o padre Egdar (do PCP)" e "aqueles tipos do PS". »
«O deputado confirmou à agência Lusa que não aceita o desafio lançado pelo Bloco de Esquerda para faltar ao jantar, declarando: "Vou gozar o prato até o fim. Faltar? Nem pensar! Estou cheio de fome".»

Quarta-feira, Abril 09, 2008

Partido da Liberdade cumpre os seus objectivos

Portugal necessita de um «26 de Abril», livre de amarras e preconceitos, e para que tal aconteça é necessária uma nova revolução na luta pela queda do actual sistema esvaziado de princípios, decadente, vazio, gasto e corrupto. Está na hora, pois, de lutar por uma «IV República» e por uma Nova Constituição, expurgada de conteúdos ideológicos e consagrando a Verdadeira Liberdade com Responsabilidade, onde terão definitivamente de ter lugar direitos e deveres, garantias e obrigações, para a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.
Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
O Partido da Liberdade (PL), que continua a sua recolha de assinaturas de cidadãos portugueses, recenseados por todo o país, já alcançou cerca de um terço das assinaturas necessárias à sua inscrição no Tribunal Constitucional, cumprindo assim com os objectivos de reunir este ano as 7500 assinaturas, e de realizar o seu Congresso Fundador.

A par desta árdua tarefa, injustiçada pelo aumento incrementado na última revisão da Lei Geral dos Partidos, de 50% do nº de assinaturas necessárias para constituir um novo partido em Portugal, têm sido desenvolvidos os trabalhos para a elaboração dos Princípios Programáticos e dos Estatutos do PL, para os quais muito têm contribuído os testemunhos e a participação de muitos cidadãos, que encontramos muito preocupados com o país, e interessados no nosso projecto, com os quais vamos contactando durante as «recolhas de rua».

Sentimos que os portugueses estão desacreditados dos políticos e das políticas, e sobretudo cansados dos profissionais da política e dos políticos «feitos» de mais do mesmo, mas ainda assim, também ficamos com a firme certeza que estão instalados nas pessoas sentimentos de revolta e um desejo tão grande de mudança, que serão surpreendentemente (ou talvez não), capazes de se revelarem mais cedo do que aquilo que o «sistema instalado» em Portugal poderá imaginar!

Escutamos atentamente, os mais variados gritos de revolta que vêm de encontro aos nossos princípios e aos valores que defendemos. A falta de Liberdade é hoje uma constatação em Portugal, e após o enorme desencanto com o socialismo e com as liberdades prometidas de Abril que sempre ficaram por cumprir, há que olhar em frente e lutar por uma nova liberdade.

Portugal necessita de um «26 de Abril», livre de amarras e preconceitos, e para que tal aconteça é necessária uma nova revolução na luta pela queda do actual sistema esvaziado de princípios, decadente, vazio, gasto e corrupto. Está na hora, pois, de lutar por uma «IV República» e por uma Nova Constituição, expurgada de conteúdos ideológicos e consagrando a Verdadeira Liberdade com Responsabilidade, onde terão definitivamente de ter lugar direitos e deveres, garantias e obrigações, para a construção de uma sociedade mais justa e harmoniosa.

Um país em total «desequilíbrio» é o que sentimos. Um país que em pouco mais de três décadas de uma jovem democracia, passou de «oito para oitenta» é o que constatamos. É urgente ir de encontro ao bom-senso mantendo o que de melhor se conseguiu, mas voltando a recuperar o que de mais importante se perdeu.

Portugal sofre hoje com a crise económica do país, da Europa e do Mundo, mas sofre em particular com a crise de valores que se instituiu, gerada pelo oportunismo do poder, pela ganância desmedida de quem nos vem (des)governando, e pela corrupção que se tornou ao longo dos anos desgraçadamente banal, e uma «normalidade» transversal a todos os sectores da sociedade portuguesa. Urge a mudança, enquanto é tempo!

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Segunda-feira, Abril 07, 2008

Liberdade

«Tudo quanto aumenta a liberdade, aumenta a responsabilidade»

Victor Marie Hugo - França [1802-1885]
(Poeta, Escritor, Dramaturgo, Político)

Quinta-feira, Abril 03, 2008

Estranha forma de vida

A vida é a maior dádiva do Homem. Temos o dever de a preservar sem reservas na sua concepção natural, caso contrário caminharemos em direcção a um abismo tão grande que só contribuiremos para a degradação ainda maior da sociedade, e para a depressão crescente das gerações vindouras.
Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
Aberração. Extravagância. Erro. Antinatural. É tudo que me ocorre para designar o anunciado estado de «grávido» de um transexual, noticiado na semana passada, e tendo ocorrido nos Estados Unidos da América.

Em primeiro lugar, uma mulher que decidiu ser homem, submeteu-se a uma cirurgia para alteração do sexo, assim como às necessárias dosagens de hormonas masculinas e às inevitáveis operações plásticas. Ainda assim, decidiu ainda não mandar extrair o seu aparelho reprodutivo de mulher.

Este já transexual, resolve casar-se com uma mulher, e por ironia do destino a sua esposa apresenta impossibilidades de poder vir a engravidar, tal como era desejo do agora «casal», de vir a formar família com filhos.

Que fazer então face a tão grande adversidade?


Algo que pelos vistos nos Estados Unidos da América é possível fazer-se, e é permitido à luz das leis vigentes: recorrer à inseminação artificial numa mulher que de livre vontade passou a ser homem, isto é num transexual, e que de novo de vontade livre resolve ainda assim assumir uma gravidez.

Em conclusão, uma história que começa mal acaba por culminar numa aberração. As fotografias divulgadas nos jornais, nas televisões e na internet, aí estão para comprovar que as maravilhas da ciência e das novas tecnologias, usadas ao serviço da falta de bom senso, podem levar a uma degradação total do que mais valioso possui o ser humano, que é nada mais nada menos que a sua natureza e a sua vida, únicas e intransmissíveis.

Se um casamento entre homossexuais é já por si antinatural, uma gravidez de um transexual ultrapassa todos os limites da natureza humana, colocando-nos frente a um vazio total de princípios perante a vida humana, e face a um desrespeito inqualificável perante os valores da família.

A vida é a maior dádiva do Homem. Temos o dever de a preservar sem reservas na sua concepção natural, caso contrário caminharemos em direcção a um abismo tão grande que só contribuiremos para a degradação ainda maior da sociedade, e para a depressão crescente das gerações vindouras.

Da mesma forma que apenas defendemos a conservação dos costumes e das tradições que espelham a sociedade «pela positiva», colocando de parte a preservação de «selvajarias», também só poderemos defender a evolução das mentalidades e os avanços tecnológicos, quando os mesmos nos sirvam de igual forma «pela positiva» e a favor duma sociedade civilizada na verdadeira acepção da palavra, e esta só o poderá ser, enquanto se preze pelo respeito à Vida.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro )

Quarta-feira, Abril 02, 2008

Minutos de Sabedoria

«Se você enveredou na senda da política, saiba que não foi por acaso.
Deus colocou em suas mãos o destino de sua pátria.
Desperte sua consciência íntima, para asssumir essa tremenda responsabilidade.
Muito lhe foi dado e, por isso, muito lhe será pedido.
Não deixe que a vaidade e os interesses pessoais o desviem da missão que o trouxe ao mundo.
Conduza a pátria à felicidade e à paz.»
in Minutos de Sabedoria, pág.173 (39ª Edição)
C. Torres Pastorino

Segunda-feira, Março 31, 2008

Site

Apesar de se encontrar em fase de ajustamentos, o site do PL já está de novo on line.
Visite http://www.partidodaliberdade.pt.vu/ e envie-nos a sua assinatura!

Sábado, Março 29, 2008

Partido da Liberdade

Pedimos as nossas desculpas, mas por motivos estranhos, o site do Partido da Liberdade (PL) http://www.partidodaliberdade.pt.vu/ mantém-se inacessível. Estamos a averiguar este problema e cremos que em breve a situação estará solucionada.
Deixamos o nosso agradecimento a todos que nos têm visitado, e em especial àqueles que nos têm alertado para o facto.

Quarta-feira, Março 26, 2008

Menos deputados de Lisboa no Parlamento

Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
Neste ponto estamos de acordo com Luís Filipe Menezes, que afirmou recentemente em Ílhavo, nas comemorações que assinalaram os dez anos de poder autárquico no concelho, que os candidatos a deputados às próximas eleições legislativas de 2009 serão «todos de Aveiro e escolhidos em Aveiro».

O Partido da Liberdade (PL) agora em constituição, é defensor da descentralização do poder que Lisboa detém sobre o resto do país, e por conseguinte apoiará ideias e soluções que contribuam para a aproximação das políticas e dos políticos aos cidadãos. Parece-nos assim uma questão de bom senso, que os círculos eleitorais apresentem nas suas listas de candidatos a deputados, pessoas que representem e tenham raízes nos seus respectivos distritos.

Começando pelos próprios «cabeças de lista», não faz qualquer sentido um político de Lisboa ser colocado por vezes «à força» na representação de um distrito, pelo qual não tem qualquer afinidade nem conhecimento, e apenas por oportunismo de visibilidade e obtenção de um cargo.

Ainda que admitindo que os deputados estão na Assembleia da República para discutir e legislar sobre assuntos que a todo o país dizem respeito, alguns transversais a todos os portugueses, obviamente que jamais poderemos esquecer que um deputado é alguém eleito pelo povo para o representar, e a quem o povo que o elegeu confia as decisões sobre variados assuntos, mas muito especialmente nos assuntos de interesse político para a região inerente ao círculo eleitoral que o levou ao Parlamento.

Desta forma, um deputado eleito por um distrito, tem obrigações para com esse mesmo distrito, e representá-lo-á por certo tanto melhor, quanto maior for a sua proximidade à terra, a manutenção de residência ou a ligação afectiva à mesma, e o povo sente-se enganado de cada vez que existem eleições e aparecem logo uma quantidade imensa de «oportunistas» a visitar os seus mercados, as suas feiras e os seus eventos. Tanto mais, que com a rapidez que aparecem, da mesma forma desaparecem até ao próximo acto eleitoral.

Cremos pois, que um dos grandes motivos da «abstenção» nas eleições legislativas, se justifica pelos motivos que acabamos de apresentar. Os deputados têm definitivamente que passar a assumir compromissos de honra com quem os elege, e devem deixar de ser meros «fantoches» das máquinas partidárias a que pertencem.

Parece-nos que a forma mais eficaz, justa e franca de renovar a política em Portugal será mesmo começar pelos seus representantes, e nada melhor que estes estarem sintonizados com os interesses de quem directamente os elege. Necessitamos de políticos que acreditem no que defendem e nada melhor que o «bem-querer» da sua gente e da sua terra, para um eficiente e genuíno empenho no trabalho que têm a desenvolver, a bem dos mais próximos em particular, a bem dos portugueses em geral, a bem da Pátria que é de todos.

(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Sexta-feira, Março 21, 2008

Primavera

Azulejo do edifício das « Quatro Estações »

Este Azulejo representa a estação da «Primavera». Encontra-se na R. Manuel Firmino nºs 47, 49 na cidade de Aveiro. Uma verdadeira pérola da nossa cidade de Aveiro.

Feira de Março abre hoje

A 574.ª Feira de Março começa hoje, no Parque de Exposições de Aveiro. A animar os primeiros dias do certame estarão Jorge Palma e Roberto Leal, que actuarão amanhã e segunda-feira, respectivamente.

A 574.ª edição da Feira de Março abre hoje as portas, pelas 14 horas, no Parque de Exposições de Aveiro, onde decorrerá até ao dia 27 do próximo mês.
A actuar no palco do certame, este fim-de-semana, estarão Jorge Palma e Roberto Leal. O compositor do tema «Encosta-te a Mim» sobe, amanhã, ao palco, pelas 21.45 horas, num concerto que conta com o apoio da Rádio Renascença. Segunda-feira de Páscoa, pelas 16 horas, será a vez de Roberto Leal.
Para os dois concertos, os bilhetes custam apenas 1.5 euros e permitem a visita a todo o recinto. De acordo com os responsáveis pelo Parque de Exposições de Aveiro, a Feira de Março é «o maior certame de cariz popular e económico da região Centro».
Continue a ler no Diário de Aveiro

Terça-feira, Março 18, 2008

Cegueira de Olhos Abertos

A cegueira que cega cerrando os olhos, não é a maior cegueira; a que cega deixando os olhos abertos, essa é a mais cega de todas: e tal era a dos Escribas e Fariseus. Homens com os olhos abertos e cegos. Com olhos abertos, porque, como letrados, liam as Escrituras e entendiam os Profetas; e cegos, porque vendo cumpridas as profecias, não viam nem conheciam o profetizado.
(...) Esta mesma cegueira de olhos abertos divide-se em três espécies de cegueira ou, falando medicamente, em cegueira da primeira, da segunda, e da terceira espécie. A primeira é de cegos, que vêem e não vêem juntamente; a segunda de cegos que vêem uma coisa por outra; a terceira de cegos que vendo o demais, só a sua cegueira não vêem.
Padre António Vieira, in "Sermões"

Sexta-feira, Março 14, 2008

Recolha de assinaturas do Partido da Liberdade

Amanhã, dia 15 de Março, Susana Barbosa, 1ª Signatária do Partido da Liberdade (PL), e um grupo de apoiantes, estarão de novo no centro de Aveiro para uma recolha pública de assinaturas, para a constituição do Partido da Liberdade (PL).

A comitiva do PL, dirigir-se-á pelas 14h30 para o Fórum Aveiro, junto ao Largo do Mercado Manuel Firmino, local onde ocorrerá a recolha de assinaturas, a par com a distribuição de panfletos de apresentação do Partido da Liberdade.
COMPAREÇA E AJUDE-NOS A CONSTRUIR O PARTIDO DA LIBERDADE

Quarta-feira, Março 12, 2008

A «mudança» está na renovação da democracia

Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
Ouvimos queixas e lamentos afirmando que esta democracia está decadente, que se esgotou, que «não tem remédio». Que fazer então?

Recentemente, os pequenos partidos políticos portugueses ganharam a batalha travada contra a obrigatoriedade de fazer prova que têm pelo menos cinco mil militantes, uma «decisão lógica e natural», já que «há um projecto de lei com vista a acabar com essa exigência legal». Mas a luta não se encerra por aqui, muitas outras batalhas terão de ser travadas e ganhas, a bem dos pequenos partidos, a bem dos «novos partidos», e a bem da democracia em Portugal.

Assim a título de exemplo, se uma lei injusta, a Lei Orgânica n.º 2/2003 de 22 de Agosto – Lei dos Partidos Políticos, determinava no seu artigo 18.º a extinção dos partidos no caso de redução do número de filiados a menos de cinco mil, a mesma lei não menos injusta, continua a determinar no seu artigo 15.º, que a inscrição de um novo partido político no Tribunal Constitucional, tem de ser requerida por, pelo menos, 7500 cidadãos eleitores, o que determina uma exigência de mais 2500 assinaturas, em relação à lei anterior que apenas exigia 5000.

Apesar de uma corrida desenfreada e sem sentido à «caça» de novos militantes, a que todos se viram obrigados, ultrapassando alguns deles valores e princípios ideológicos, ao que sabemos nenhum dos pequenos partidos chegou a filiar os cinco mil, no entanto, qualquer um deles foi criado apenas com cinco mil assinaturas, o que torna injusto e desigual que agora para a criação de um novo partido sejam obrigatórias 7500. Como se justificam os critérios para este aumento? Constituirá apenas mais uma das limitações desta já tão fragilizada democracia?

Sentimos que não interessa nem aos pequenos nem aos grandes partidos, ousar erguer a voz contra este artigo 15.º da Lei Geral dos Partidos, uma vez que a nenhum deles interessará a livre concorrência política, mas interessa sim a todos os portugueses, uma vez que a renovação desta democracia só poderá ser feita através da introdução de novas ideias e de novas formas de estar na política, e esta via, já só poderá existir com a introdução de novos partidos no panorama nacional.

Pequenos e grandes partidos em Portugal, dentro e fora do sistema, só têm contribuído para o afastamento dos cidadãos da política e dos políticos, e esta ideia é tão verdadeira quanto comprovada, uma vez que em todos os actos eleitorais se constatam os crescentes níveis da abstenção. A democracia portuguesa, ainda que jovem, já está esgotada através dos maus exemplos das actuais políticas, que ainda que representadas por alguns jovens políticos, também se encontram tanto nos pequenos como nos grandes partidos, demasiado envelhecidos pelos «mesmos vícios», uma vez que todos giram durante anos consecutivos à volta dos mesmos, sem refrescamentos sinceros de novas ideias ou de novas «caras»!

A única forma possível de ultrapassar esta complexa e redutora situação política nacional, uma vez que vivemos num sistema democrático, e acreditando na democracia apesar das suas «imperfeições», como o melhor dos sistemas políticos até hoje encontrado, será pela via da criação de novos partidos.

E esta solução é-nos reforçada nas ruas, quando nos propomos a ir de encontro ao diálogo com os cidadãos. Se por um lado sentimos uma enorme asfixia de liberdade, pelo simples receio de nos darem uma assinatura para a criação de um novo partido político, por outro lado também é possível sentir a grande ansiedade pela mudança e uma enorme adesão a «novas causas», com o intuito de combater essa mesma falta de liberdade.

Assim, à semelhança da acção pública para recolha de assinaturas que o Partido da Liberdade (PL) iniciou no passado sábado em Aveiro, no próximo fim-de-semana, e em todos mais quantos forem necessários para juntar as tais exigidas 7500 assinaturas, continuará nas ruas, porque sentimos que a nossa voz é ouvida e desejada por todos os que anseiam uma verdadeira mudança para Portugal.

O nosso panfleto de apresentação do PL é aceite com respeito e admiração pela coragem da «nossa atitude» e pelas ideias com que nos afirmamos, e que afinal, estão tão próximas de tantos descontentes do sistema. Muitos dos que se cruzaram connosco no passado sábado, vindos um pouco de todo o lado, depois de uma leitura e do aprofundamento de uma conversa, para além da sua assinatura, renderam-se aos nossos princípios juntando-se a nós, e não existe melhor prova do que esta para seguir em frente!
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Segunda-feira, Março 10, 2008

Os meu filhos-como o tempo passa...(1)

*Clique na imagem para ampliar

Os meu filhos-como o tempo passa...(2)

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Domingo, Março 09, 2008

Partido da Liberdade recolhe assinaturas

Susana Barbosa concorda que a acção não «está a correr tão bem» como esperado
Com a devida vénia ao Diário de Aveiro
Não está a ser uma tarefa fácil a recolha do número necessário de assinaturas para a constituição do Partido da Liberdade (PL). Susana Barbosa, primeira signatária do PL, diz que a acção não «está a correr tão bem como nós esperaríamos, porque sente-se uma grande falta de liberdade nas pessoas que têm medo de mostrar o Blihete de Identidade».
Susana Barbosa, acompanhada de um grupo de apoiantes, procedeu ontem a uma recolha de assinaturas, no centro de Aveiro, para a constituição do PL, a par de uma distribuição de panfletos de apresentação do partido. As dificuldades estão a dar mais força a Susana Barbosa que afiança que «esta asfixia de liberdade está na génese do nosso partido. Não é por acaso que existe uma manifestação com 80 mil pessoas em Lisboa».
O ponto de encontro simbólico escolhido para o encontro foi o Obelisco da Liberdade, mas a recolha de assinaturas decorreu em Lisboa e Porto.
Susana Barbosa diz que já conseguiu cerca de 1.500 assinaturas. «O processo está a ser mais difícil do que o inicialmente previsto», concorda, mas está convencida de que vai conseguir as 7.500 antes do final do ano, de modo a que o Congresso Fundador do PL se realize ainda em 2008.
(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)

Sábado, Março 08, 2008

Susana Barbosa recolhe assinaturas para o Partido da Liberdade

Com a devida vénia à Rádio Terra Nova

Susana Barbosa vai para a rua à procura de assinaturas para a constituição do Partido da Liberdade.

A primeira signatária do novo partido vai estar junto ao "Obelisco da Liberdade" na Praça Joaquim de Melo Freitas, a partir das 15h00. De seguida a comitiva vai para uma área comercial de Aveiro, local onde decorrerá a recolha de assinaturas, a par com a distribuição de panfletos de apresentação do Partido da Liberdade.

Sexta-feira, Março 07, 2008

Recolha de assinaturas do Partido da Liberdade

«Obelisco da Liberdade» Praça Joaquim de Melo Freitas
Amanhã, 8 de Março, Susana Barbosa, 1ª Signatária do Partido da Liberdade, e um grupo de apoiantes, estarão no centro da cidade de Aveiro para uma recolha pública de assinaturas, para a constituição do Partido da Liberdade (PL).

O ponto de encontro será simbólico e junto ao «Obelisco da Liberdade», na Praça Joaquim de Melo Freitas, entre a sede do Clube dos Galitos e o Hotel Arcada, pelas 15 horas.

De seguida a comitiva dirigir-se-á ao Fórum Aveiro, junto ao Largo do Mercado Manuel Firmino, local onde ocorrerá a recolha de assinaturas, a par com a distribuição de panfletos de apresentação do Partido da Liberdade.

Quarta-feira, Março 05, 2008

O modelo do «Estado ASAE»

Com a devida vénia ao Diário de Aveiro

Vivemos em Portugal momentos de asfixia nacional, e a prepotência da governação de José Sócrates não se convence que está todos os dias a “desconstruir” a nação, e a “desgovernar” os portugueses!

De forma mais abrangente do que a própria ASAE – Autoridade de Segurança Alimentar e Económica, ao que convém não esquecer de aduzir «Órgão de Polícia Criminal», tal qual o Ministério da Economia e da Inovação a designa no seu Portal do Governo, sentimo-nos hoje policiados por todos os lados, por uma espécie de autoridade omnipresente que não nos deixa respirar.

Está a ser criado em Portugal um novo modelo de estado adoptado pelo «Socratismo», que podemos mesmo designar de modelo do «Estado ASAE». Este modelo está a ser aplicado por todos os ministérios, e não apenas pelo Ministério da Economia e da Inovação, como à primeira vista possa parecer. Assim, como todos já percebemos, mesmo sem o acréscimo de «Órgão de Polícia Criminal», sentimos o policiamento na Educação, na Saúde, na Justiça, nas Finanças, enfim, em todos os patamares do nosso dia-a-dia.

Como facilmente se compreenderá, não é por mero acaso que a «confiança» dos portugueses tem vindo a baixar todos os trimestres, ou que já se constatem «alertas» para «uma crise social de contornos difíceis de prever», como noticiou na semana passada a Sedes, uma das mais antigas associações cívicas portuguesas.

O que é facto, é que parece que nada nem ninguém consegue demover dos seus intentos este «Estado ASAE» que por «estado de graça» se mantém em maioria, à sombra de uma oposição tão desacreditada pelos portugueses quanto o próprio Governo, e assim continuará por longos anos de vida, se não se criarem alternativas credíveis.

É urgente que se crie um modelo de Estado alternativo. Enquanto continuarmos a ter o poder centralizado na capital do país, rodeado de assessorias à «soleira da sua porta», o país não sairá desta crise profunda em que se encontra, onde paira o desânimo, onde continuará a ganhar a «abstenção», e onde os cidadãos estarão cada vez mais dissociados da politica e dos políticos, que quer queiramos quer não, continuarão a «dar as cartas» e a ser os «fios condutores» do nosso dia-a-dia.


O Partido da Liberdade (PL), agora em recolha de assinaturas, tem paralelamente em estudo um Programa Político para vos apresentar, implementando novas ideias com base numa Democracia Directa, ao invés de um Democracia Representativa. Entendemos que é urgente que o poder seja descentralizado, e que as assessorias governamentais se conformem em auscultação directa com o povo. Assim, ainda que os ministérios continuem em Lisboa, têm de existir gabinetes de análise sedeados pelas várias regiões e pelos vários municípios do país.

Não é possível continuarmos a assistir a políticas emanadas por um poder prepotente e centralizado em Lisboa, todos os dias desajustado às realidades das regiões, e desadequado às necessidades básicas das populações. E esta situação é tão mais gravosa, quanto a celeridade imposta por este «Estado ASAE», que ao invés de permitir períodos de adaptação e de estudos de alternativas, investe num policiamento feroz de actividades, e entra pela via de uma verdadeira «caça à multa».

E ainda pior, é assim na Educação, e é assim na Saúde, que constituem pilares de base da dignidade humana em qualquer Nação. Continuará assim se não existirem alternativas, e disto pretendemos dar-vos conta através das nossas ideias e dos estudos que estamos a desenvolver que terão sempre por base a aproximação do poder ao povo, ao invés do «monstro das centralizações» de um governo tipo «sanguessuga», egocêntrico, egoísta e desumano.

Susana Barbosa
1ª Signatária do Partido da Liberdade


(publicado na edição de hoje do Diário de Aveiro)