sexta-feira, dezembro 01, 2006

1º de Dezembro

Há 366 anos um valoroso grupo de portugueses decidiu dizer um Basta ao domínio espanhol e restaurar a Independência nacional. Hoje, quase quatro séculos depois, é necessário dizer bem alto que essa independência está posta em causa.
O actual governo dá infelizmente provas de falta de patriotismo e de total subserviência aos interesses de Espanha. E dá essa prova quando:

1. Aceita traçados de auto – estrada conformes com a vontade de Madrid
2. Aceita trajectos do TGV impostos por Madrid
3. Desactiva o Aeroporto do Porto e vira costas ao Porto de Leixões, seguindo uma estratégia favorável a Madrid
4. Ministros afirmam a sua crença no iberismo
5. Retira apoios aos agricultores portugueses, facilitando com isso a compra por parte de espanhóis de terras beneficiadas pelo Alqueva
6. Mantém uma taxa de IVA mais alta do que em Espanha empurrando milhares e milhares de portugueses, a fazerem as suas compras para lá da fronteira
7. Encerra serviços no Interior garantindo com isso uma maior atracção em relação à oferta espanhola

Por tudo isto reafirmamos que a Independência está em perigo e que também hoje existem muitos Migueis de Vasconcelos disfarçados de democratas, dispostos a vender Portugal.
Por Manuel Monteiro, no Democracia Liberal

5 Comments:

At 7:38 da tarde, Blogger mfc said...

Concordo contigo e com o MM.

 
At 11:58 da tarde, Blogger migas (miguel araújo) said...

cara Susana
Em tudo de acordo com a primeira parte.
Em nada de acordo com a conclusão.

A independência poderá estar em jogo. E daí?!
Mas não concordo que haja assim tantos Migueis de Vasconcelos. O que há é muitos portugueses desiludidos com Portugal e aliciados com Espanha.
Cumprimentos

 
At 9:16 da tarde, Blogger Nilson Barcelli said...

Há 3 anos, escrevia eu no meu blog:
Versão espanhola dos 60 anos de domínio:
Após 3 séculos de autonomia, onde a ingratidão para connosco foi a tónica dominante, D. Sebastião armou-se em conquistador africano e morreu na frente de batalha, deixando Portugal à beira da ruína. O decrépito cardeal que lhe sucedeu, que só celebrava missas para salvar a nação, não governava e as cortes não funcionavam. Perante esta calamidade resolvemos ajudar os nuestros hermanos.
Acabamos com a autonomia e passamos a governá-los directamente.
Parte do nosso ouro foi lá enterrado mas, ao fim de 60 anos, verificamos que os romanos tinham razão quando abandonaram Portugal, pois eles já tinham concluído que “aquele povo não se governa nem se deixa governar.” Decidimos, por isso, que a partir de 1 de Dezembro de 1640 teriam de novo a autonomia (mas não teriam mais dinheiro).
Fazendo jus às suas qualidades de (des)governação começaram de imediato a re-desorganizar o país com três reformas de fundo: prenderam a nossa prima (que ainda lá estava para lhes entregar toda a papelada do reino), assassinaram o Miguel de Vasconcelos (que seria o braço direito do próximo rei português) e coroaram o D. João IV (cujas qualidades conhecidas era ser filho de um qualquer 7º duque de Bragança e ter uma filha ilegítima de mãe desconhecida).

Beijinhos

 
At 12:09 da manhã, Blogger José Alberto Mostardinha said...

Este comentário foi removido por um gestor do blogue.

 
At 12:10 da manhã, Blogger José Alberto Mostardinha said...

Olá Susana:

Dizer isto, demagogicamente, ou... louvar o Salazar pelos 50 anos do "orgulhosamente sós".
Tem tudo a ver.

Um abraço,

 

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