segunda-feira, junho 05, 2006

E o trabalho?

1. Nas vésperas da comemoração do Dia de Portugal é legítimo que interroguemos: afinal o que comemoram os dirigentes actuais? A força económica do País? As descobertas científicas dos seus investigadores? O alto nível de vida dos seus cidadãos? A ausência de pobres e excluídos na sociedade? A independência financeira? O que comemoram afinal? A língua? A história? O passado? Mas em que contribuíram os actuais dirigentes para esses feitos?
Por outro lado que sentimento terão os mesmos dirigentes quando há cada vez mais portugueses a clamarem pela integração em Espanha (ou a serem a isso indiferentes), perante o estado de degradação a que chegamos? Creio que as comemorações traduzem uma cada vez maior hipocrisia da parte de muitos. O Portugal comemorado já não existe, faz de conta, e quem o esquece ou finge esquecer não é Patriota!
2. Quando os deputados da Nação alteram o seu horário de trabalho para verem um jogo de futebol o País não pode ter grande fé no seu presente. Que dirão estes altos dignatários se as escolas, as empresas, as repartições públicas, os hospitais, as polícias, os transportes, fizerem o mesmo? Terão autoridade sequer para se pronunciar? Afirmo a minha vergonha e a minha tristeza perante tal estado de coisas. Sinto-me indignado e profundamente revoltado e pergunto-me com que direitos se pedem sacrifícios ao Povo se o exemplo é cada vez pior?
3. Por cá, e sempre que há alguns feriados, o País pára de trabalhar e vai a banhos. Triste e crua realidade que conduziu um Povo a fazer de conta que é rico, quando conta cada vez menos no panorama internacional.
Por Manuel Monteiro, no Democracia Liberal

5 Comments:

At 11:04 da tarde, Blogger Migas (miguel araújo) said...

Cara Susana
Apesar de concordar com o que Manuel Monteiro refere no que respeita à política, há duas questões que gostaria de acrescentar, ou dar outro significado, se mo permiite.
Há sempre um objectivo histórico, presente e futuro, nas comemorações. E comemorar é celebrar a história de um povo, duma nação. A questão que se levanta é quem é que comemora?! Todos os portugueses?!
E em cada feriado que se celebra, os portugueses celembram-no como um povo unido em torno de um sentimento patriótico ou social ou religioso. Não vão a banhos. Somos claramente um país de banhistas.
Pudera... com tanto mar.

 
At 1:03 da manhã, Blogger Susana Barbosa said...

Caro Miguel,

Claro que concordo com o sentido patriótico do 10 de Junho. Sou uma pessoa que respeita a história e que adora o seu país e seu passado. Mas compreenderá que no estado a que chegou este cantinho à beira-mar plantado, mais não temos dos políticos que nos governam que uma profunda e cruel Hipócrisia mediante a celebração de datas históricas. Então que dizer das próximas celebrações do dia de Portugal, quando até temos ministros que acreditam num futuro comum com os espanhóis? E que dizer quando todos os dias nos sentimos mais dependentes do estrangeiro?
Claro que o povo desliga... claro que o povo já não acredita em nada... claro que o que importa é estar vivo e aproveitar em cada dia... as dívidas? quais dívidas? nisso pensa-se amanhã... dia de Portugal é todos os dias! hoje está calor e pudera... com o mar aqui tão perto! :))

 
At 9:42 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Olá Miguel.....há muito que não te via....abraço!!!!
Susana, como sempre, cá venho dar uma olhadela ao seu blog e relativamente ao seu post de hoje, claro que concordo com a opinião do Dr. Manuel Monteiro. Mas, afinal na prática, que comemoramos nós? Um diasito que por sinal este ano até "calhou" a um sábado - azar - menos um dia de folga e que até por isso nem entrou na conta de muitos portugueses quando no ínicio do ano fizeram as contas ás pontes que 2006 iria ter.
É certo que desde a escola primária nos ensinaram que o 10 de Junho é o dia de Portugal, mas.....apenas serve para lembrar o passado, porque no presente, bem...no presente quantos de nós gostarão de comemorar o dia de um país que não anda nem desanda, que é ultrapassado em quase todos os aspectos sociais, económicos e culturais por outros bem mais pequenos, que entraram na União Europeia muito depois de nós e que souberam aproveitar os fundos comunitários?
Será que temos alternativa ?
Seremos ainda um país com futuro?
Com as alternativas que temos tido desde 1974 onde imperou quase sempre o socialismo, ou a social-democracia não me parece.
Não será tempo de mudança?

 
At 5:20 da tarde, Anonymous Anónimo said...

I say briefly: Best! Useful information. Good job guys.
»

 
At 1:28 da tarde, Anonymous Anónimo said...

Enjoyed a lot!
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